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Alta da Selic: como juros elevados impactam os laboratórios de análises clínicas
Entenda como a alta da Selic e os juros elevados afetam os laboratórios de análises clínicas, impactando investimentos, eficiência operacional e o prazo de liberação dos exames
CONSULTORIA E GESTÃO BIOMÉDICA
Ariéu Azevedo Moraes
1/15/20264 min ler


A Conexão Oculta: Como a Alta dos Juros Pode Atrasar Seus Resultados de Exames
Introdução: O Elo Invisível Entre as Notícias Econômicas e a Sua Saúde
Quando os bancos centrais anunciam a elevação das taxas de juros, as manchetes costumam destacar financiamentos imobiliários, crédito ao consumidor e inflação. Para a maioria das pessoas, essas mudanças macroeconômicas parecem distantes da vida cotidiana — especialmente do setor da saúde.
No entanto, para quem analisa o funcionamento real da medicina moderna, esses movimentos financeiros exercem um impacto direto e profundo sobre um elemento essencial do cuidado ao paciente: os laboratórios de análises clínicas responsáveis pelo processamento dos exames.
Na Pipeta e Pesquisa, inclusive, já discutíamos no ano passado que a taxa Selic poderia atingir patamares próximos a 15%, alertando que esse cenário traria efeitos estruturais importantes para os laboratórios, exatamente o que agora começa a se concretizar.
A pressão financeira gerada pelo crédito caro não fica restrita aos balanços contábeis. Ela se espalha silenciosamente pelos bastidores do laboratório, afetando prazos, investimentos e até a experiência do paciente. Esta análise explora como ambientes de juros elevados forçam mudanças estratégicas nos laboratórios clínicos e quais são as consequências diretas para quem depende desses serviços.
1. Não É Só Sobre Dinheiro — É Uma Ameaça Direta ao Resultado dos Exames
Para um laboratório de análises clínicas, a alta dos juros atua como uma restrição imediata ao capital. O custo para financiar equipamentos, insumos e expansões aumenta de forma significativa, comprimindo o fluxo de caixa e dificultando investimentos essenciais.
O que começa como um problema financeiro rapidamente se transforma em um problema assistencial. Orçamentos mais apertados elevam o risco de:
atraso na compra de reagentes,
postergação da manutenção de equipamentos,
redução da capacidade operacional,
aumento no tempo de liberação de resultados.
Na prática, o aperto econômico no topo da gestão se traduz em mais tempo de espera e mais ansiedade para o paciente, além de comprometer a reputação e a confiabilidade do serviço prestado.
2. A Estratégia Mais Inteligente de Sobrevivência: Investir em Cérebro, Não Apenas em Músculo
Em cenários de juros elevados, o impulso inicial costuma ser congelar investimentos. Porém, os laboratórios mais estratégicos não param, eles mudam o foco.
Quando o financiamento fica caro demais, grandes investimentos em equipamentos físicos (“músculo”) tendem a ser adiados. Em contrapartida, cresce o interesse por soluções com alto retorno e menor necessidade de capital, especialmente:
automação de processos,
sistemas de gestão e dashboards analíticos,
relatórios em tempo real,
otimização do uso da estrutura já existente.
Em vez de financiar um novo analisador, o laboratório passa a extrair mais eficiência do parque atual, reduzindo desperdícios e gargalos.
Implementar automação gerencial em tempos de crise é como instalar um sensor de consumo em um caminhão quando o combustível dispara: você não troca o motor, mas ajusta imediatamente a forma de dirigir para economizar cada gota e manter a operação viável.
3. O Novo Objetivo: Menos Expansão Agressiva, Mais Fidelização Forte
Juros altos forçam uma reavaliação estratégica profunda. Com o crédito inviabilizando planos de crescimento acelerado, o foco deixa de ser expansão e passa a ser consolidação, eficiência e fidelização.
Em ambientes econômicos instáveis, reter pacientes e parceiros se torna mais importante do que conquistar novos a qualquer custo. A automação operacional libera a gestão do “apagar incêndios” diário e permite investir em:
atendimento mais humanizado,
qualidade consistente,
comunicação clara e confiável,
experiência do paciente.
Construir fidelização com apoio da automação durante uma crise é como usar o piloto automático avançado de um avião em meio à turbulência: enquanto a equipe se concentra em tranquilizar os passageiros, o sistema garante estabilidade e segurança do voo.
4. Eficiência Deixa de Ser Diferencial e Passa a Ser Linha de Sobrevivência
Em tempos econômicos estáveis, eficiência operacional é vantagem competitiva. Em cenários de juros elevados, ela se torna uma condição básica para continuar existindo.
Não se trata mais de pequenos cortes de custos, mas de reengenharia completa dos fluxos de trabalho, com foco em:
redução de desperdícios,
aumento de produtividade sem ampliar equipes,
eliminação de retrabalho,
melhor uso do tempo técnico e humano.
A eficiência deixa de ser um discurso bonito e passa a ser o que mantém as portas abertas e garante a continuidade dos serviços diagnósticos para a comunidade.
Conclusão: A Crise Como Catalisadora de uma Saúde Mais Inteligente
Embora a alta dos juros represente um obstáculo relevante, ela também atua como uma força de seleção no mercado. Esse ambiente econômico expõe fragilidades, obriga ajustes e acelera a transformação dos laboratórios em estruturas mais enxutas, tecnológicas e centradas no paciente.
Como já alertávamos anteriormente, quem se antecipa aos ciclos econômicos tende a atravessá-los com mais solidez. Os laboratórios que enxergarem essa fase como uma oportunidade de transformação estratégica sairão mais fortes. Os que resistirem à mudança correm o risco de ficar pelo caminho.
O trajeto entre a decisão de um banco central e o laudo que chega ao paciente é muito mais curto do que parece, e esses movimentos econômicos já estão moldando quais laboratórios conseguirão continuar entregando cuidado, precisão e confiança no futuro.
Ariéu Azevedo Moraes
Biomédico | Análises Clínicas, Gestão e Perícial Judicial em Saúde
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Leitura rápida: principais pontos deste artigo
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