Parcerias institucionais estratégicas com empresas que vivem o universo das Análises Clínicas. Veja nosso portfólio institucional de divulgação.
Exame de Hemograma: o que é, como funciona e por que ele revela tanto sobre sua saúde
O que é hemograma e para que serve? Entenda como esse exame de sangue avalia glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas, e por que é fundamental no diagnóstico e na correlação clínica com doenças como a dengue.
HEMATOLOGIA
Ariéu Azevedo Moraes
1/13/20254 min ler


O hemograma é o exame de sangue que mais revela sobre o organismo — mesmo quando o paciente não sente nada
Solicitado diariamente em UBSs, hospitais e emergências, o hemograma funciona como um painel rápido do que está acontecendo no corpo. Em poucos minutos, ele descreve o “estado” de três frentes fundamentais:
Eritrograma (glóbulos vermelhos): pistas sobre oxigenação, anemias, hidratação e doenças crônicas.
Leucograma (glóbulos brancos): sinais de infecção, inflamação e respostas do sistema imune.
Plaquetas: leitura do risco de sangramento, trombose e alterações que aparecem em viroses e condições autoimunes.
Mesmo quando o paciente não percebe sintomas, o hemograma pode “acender luzes” cedo e isso muda a conversa clínica: ajuda a direcionar hipóteses, escolher próximos exames e acompanhar evolução.
Nota importante: hemograma não fecha diagnóstico sozinho. Ele orienta o caminho e precisa de correlação com sintomas, exame físico e outros testes.
Quer entender a parte do hemograma que mais muda nas infecções e inflamações?
Leia: Leucograma: entendendo leucócitos, valores relativos e absolutos
Como o hemograma “enxerga” o organismo por dentro
O exame nasce de uma coleta simples (punção venosa) e segue para analisadores hematológicos automatizados, que quantificam células e calculam índices que refinam a interpretação. Esses equipamentos medem parâmetros como VCM e ajudam a compor os demais índices, entregando um resultado robusto para a prática clínica.
Na leitura do hemograma, vale pensar em três perguntas:
Como anda o transporte de oxigênio? (hemoglobina, hematócrito, hemácias e índices)
O corpo está reagindo a algo? (leucócitos totais e diferencial)
Como está a hemostasia? (plaquetas e seus índices)
Eritrograma: quando o sangue conta a história da oxigenação
A série vermelha concentra informações valiosas sobre anemia, hidratação e capacidade de entrega de oxigênio aos tecidos. A avaliação costuma passar por:
Hemoglobina (Hb): cai em anemias; sobe em situações como hemoconcentração (desidratação) e algumas condições crônicas.
Hematócrito (Ht): reflete a proporção de hemácias no sangue e ajuda a perceber variações de volume plasmático.
Índices hematimétricos (VCM, HCM, CHCM, RDW): refinam o “tipo” de anemia e sugerem caminhos de investigação.
Quer mergulhar na interpretação dos índices, com exemplos práticos?
Acesse: Índices hematimétricos: interpretação no hemograma.
Leucograma: as “sentinelas” do sistema imune
A série branca costuma responder rápido a infecções e inflamações. Em linhas gerais:
Leucocitose pode aparecer em infecções bacterianas e inflamações (entre outros cenários).
Leucopenia surge com frequência em viroses e também pode indicar impacto medular, dependendo do contexto.
Mais do que o número total, a interpretação ganha força quando você observa tendência (subindo/descendo) e diferencial (neutrófilos, linfócitos, etc.).
Plaquetas: o eixo do sangramento, da coagulação e das viroses
Plaquetas baixas aumentam risco de sangramento; altas podem se associar a maior risco trombótico em contextos específicos. Só que a leitura não precisa parar na contagem: os índices plaquetários acrescentam nuance e ajudam a entender produção/consumo e perfil inflamatório.
Quer aprender a interpretar além do “número de plaquetas”?
Veja: Índices plaquetários: o que são, como avaliar e qual a importância
Hemograma na dengue e em outras infecções virais
Nas arboviroses, Dengue no caso, o hemograma ajuda tanto no apoio ao diagnóstico quanto no monitoramento da gravidade. Em dengue, é comum observar:
Trombocitopenia (queda de plaquetas)
Leucopenia (redução de leucócitos)
Atenção ao hematócrito, porque variações podem sugerir hemoconcentração e necessidade de monitoramento mais próximo
Diretrizes de manejo clínico recomendam acompanhar hematócrito/hemoglobina, plaquetas e leucograma e repetir o exame conforme evolução clínica e classificação do paciente.
Em outras palavras: na dengue, o hemograma não entra só para “confirmar”; ele ajuda a acompanhar o curso da doença e a identificar sinais de alerta laboratoriais mais cedo.
Hemograma e anemias: quando os índices guiam a investigação
Quando Hb e Ht vêm baixos, os índices organizam o raciocínio:
Microcitose (VCM baixo) sugere, com frequência, investigação de deficiência de ferro (entre outras causas).
Macrocitose (VCM alto) pede olhar para B12/folato, uso de medicamentos e outros cenários clínicos.
Pancitopenia (queda de séries) exige atenção e, muitas vezes, investigação mais aprofundada.
Esse “mapa” acelera decisões: quais exames pedir depois, que hipóteses fazem sentido e quando encaminhar.
Fechamento
O hemograma parece simples na coleta, mas entrega um nível de informação enorme quando interpretado com método. Ele ajuda a enxergar tendências, apoiar diagnósticos, monitorar viroses como a dengue e classificar anemias com mais precisão. Em saúde preventiva, entra como aliado para identificar alterações silenciosas; na urgência, orienta condutas e prioriza riscos.
Ariéu Azevedo Moraes
Biomédico | Fundador da Pipeta e Pesquisa | Descomplicando as Análises Clínicas
Leia também
Quer aprofundar cada parte do hemograma com exemplos e interpretações práticas?
Leucograma: entendendo leucócitos, valores relativos e absolutos
Índices hematimétricos: interpretação no hemograma, tipos e aplicações na biomedicina
Índices plaquetários: o que são, como avaliar e qual a importância
Referências
Ministério da Saúde — Dengue: diagnóstico e manejo clínico (adulto e criança). (Serviços e Informações do Brasil)
OPAS/PAHO — Algorithms for the Clinical Management of Dengue Patients. (Organização Pan-Americana da Saúde)
Deixe seu comentário
Siga nosso canal!

Confira esses artigos:
Entenda os sintomas da diabetes, como a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada confirmam o diagnóstico e conheça uma história real de superação que mostra a importância dos exames laboratoriais.
Janeiro Branco é a campanha dedicada à saúde mental. Entenda seu significado, importância e como iniciar o ano cuidando do equilíbrio emocional com consciência e informação.












Leitura rápida: principais pontos deste artigo
Para quem prefere uma visualização direta, os cards abaixo resumem os conceitos centrais abordados ao longo do texto, facilitando a revisão e a compreensão rápida dos temas discutidos.
Informações sobre saúde e Análises Clínicas para todos.
© 2025. Todos o Direitos Reservados - Pipeta e Pesquisa
BRASIL
TRÊS LAGOAS - MS
79600-000
Agendar Exames
Instrumental Laboratorial
Logística Laboratorial
"A Pipeta e Pesquisa opera através de suas unidades estratégicas: Pipeta Store, especializada em suprimentos; Pipeta Tech, focada em inovação laboratorial; e o Blog da Pipeta e Pesquisa, nosso hub de inteligência e educação."
