Parcerias institucionais estratégicas com empresas que vivem o universo das Análises Clínicas. Veja nosso portfólio institucional de divulgação.

Por que o laboratório pede mais de um tubo de sangue? Entenda o motivo
Descubra por que o laboratório coleta mais de um tubo de sangue em exames laboratoriais, como funcionam os diferentes tubos e por que isso garante resultados mais confiáveis.
COLETA E PREPARO
Ariéu Azevedo Moraes
3/9/20266 min ler


Por que o laboratório pede mais de um tubo de sangue?
Por que isso acontece?
Uma das perguntas mais frequentes na sala de coleta é simples e direta:
“Por que vocês precisam de vários tubos de sangue?”
Para quem está realizando exames, a impressão pode ser de excesso ou desperdício. Porém, na prática, cada tubo tem uma função específica dentro do processo laboratorial, e essa separação é fundamental para garantir resultados confiáveis.
O laboratório não coleta múltiplos tubos por acaso. Cada um deles contém aditivos ou condições específicas necessárias para determinados exames.
Antes de continuar: aprofunde seu entendimento sobre a coleta de sangue
Se você quer entender melhor o que acontece antes mesmo da análise no laboratório, estes conteúdos do Pipeta e Pesquisa ajudam a completar o raciocínio:
Entenda as cores das tampas dos tubos de coleta de sangue
Descubra o que significa cada cor e por que elas são fundamentais para a qualidade dos exames.
Por que o laboratório pede recoleta de exames?
Entenda quando a repetição da coleta é necessária e como isso protege a segurança do resultado.
Quando usar soro ou plasma nos exames laboratoriais
Saiba por que alguns exames utilizam soro e outros plasma, e como isso influencia a análise.
Quando o sangue engana: interferências pré-analíticas nos exames hematológicos
Veja como fatores antes da análise podem alterar resultados laboratoriais.
Esses temas mostram como a fase pré-analítica do laboratório é decisiva para garantir resultados confiáveis.
Neste artigo você vai entender:
por que diferentes tubos são necessários
o que existe dentro de cada tubo
quais exames usam cada tipo
por que isso melhora a segurança do diagnóstico
O que são os tubos de coleta de sangue?
Os tubos de coleta são recipientes estéreis preparados para preservar a amostra de sangue até o momento da análise. Eles podem conter:
anticoagulantes
ativadores de coagulação
separadores de fase (gel)
conservantes químicos
Esses componentes garantem que o sangue seja processado da forma correta para cada tipo de exame.
Por que diferentes exames precisam de tubos diferentes?
O sangue é composto por várias partes:
células
plasma
soro
proteínas
eletrólitos
hormônios
Alguns exames precisam do sangue total, outros apenas do plasma, e outros do soro.
Para obter cada uma dessas frações, é necessário usar tubos específicos.
Por exemplo:
exames hematológicos analisam as células sanguíneas
exames bioquímicos geralmente utilizam soro
exames de coagulação precisam do plasma com anticoagulante específico
Sem o tubo correto, o exame pode apresentar interferências ou resultados incorretos.
O que significam as cores dos tubos?
Nos laboratórios de análises clínicas, os tubos de coleta de sangue costumam ser identificados pelas cores de suas tampas, um sistema padronizado que facilita o reconhecimento do tipo de aditivo presente no interior do tubo. Essa identificação visual ajuda a equipe da coleta laboratorial e da bancada técnica a selecionar rapidamente o tubo adequado para cada exame, evitando erros e garantindo a qualidade da amostra biológica.
Entre os exemplos mais utilizados na rotina laboratorial, destaca-se o tubo de tampa roxa, que contém EDTA como anticoagulante. Esse aditivo preserva a morfologia das células sanguíneas, motivo pelo qual é amplamente utilizado em exames de hematologia, como o hemograma e outras avaliações hematológicas.
Outro tubo bastante comum é o tubo de tampa azul claro, que possui citrato de sódio. Esse aditivo atua quelando o cálcio presente no sangue, impedindo temporariamente a coagulação. Por essa característica, é indicado principalmente para exames de coagulação, como TP, TTPa e outros testes relacionados à hemostasia.
Os tubos de tampa vermelha ou amarela, por sua vez, geralmente não contêm anticoagulantes ou possuem gel separador. Após a centrifugação, formam uma barreira física entre o soro e as células sanguíneas. Esses tubos são amplamente utilizados em exames de bioquímica, dosagens hormonais e sorologias, sendo bastante comuns na rotina de laboratórios clínicos.
Já o tubo de tampa verde contém heparina, um anticoagulante que permite a obtenção de plasma para diferentes análises. Esse tipo de tubo aparece frequentemente em exames bioquímicos específicos e também em situações de testes urgentes, especialmente em ambientes hospitalares.
Por fim, o tubo de tampa cinza possui fluoreto de sódio, um aditivo que inibe a glicólise. Essa característica impede que as células sanguíneas consumam glicose após a coleta, tornando esse tubo indicado para exames relacionados à dosagem de glicose e avaliação de alguns metabólitos.
Cada um desses tubos de coleta foi desenvolvido para manter a amostra sanguínea nas condições ideais de estabilidade, preservando os componentes que serão analisados. Dessa forma, a escolha correta do tubo não é apenas um detalhe técnico: ela influencia diretamente na confiabilidade dos exames laboratoriais e na segurança do diagnóstico clínico.
Por que não colocar tudo em um único tubo?
Misturar todos os exames em um único tubo poderia gerar vários problemas:
interferência entre reagentes
coagulação inadequada
degradação de analitos
alteração de células sanguíneas
Por exemplo, o EDTA, usado no hemograma, interfere em exames de cálcio e potássio.
Se o mesmo tubo fosse usado para tudo, muitos resultados seriam incorretos. Por isso existe um sistema padronizado de coleta.
O que é a ordem de coleta?
Além do tipo de tubo, existe também a chamada ordem de coleta, que define a sequência correta dos tubos durante a coleta de sangue.
Essa ordem evita que pequenas quantidades de aditivos de um tubo contaminem o outro.
A sequência mais comum é:
tubos de coagulação (azul)
tubos de soro (marrom ou amarelo)
tubos com heparina (verde)
tubos com EDTA (roxo)
tubos com fluoreto (cinza)
Essa padronização faz parte das boas práticas laboratoriais internacionais.
Coletar mais tubos significa coletar mais sangue?
Nem sempre, na maioria das vezes, os tubos possuem volumes pequenos e são coletados no mesmo acesso venoso.
Mesmo quando são necessários vários exames, a quantidade total de sangue coletada costuma ser pequena e segura para o organismo.
Por que às vezes o laboratório precisa de mais tubos?
Algumas situações exigem volumes adicionais, como:
grande número de exames solicitados
necessidade de repetição ou confirmação
exames que exigem maior volume de amostra
exames especializados
Essa precaução evita que seja necessário chamar o paciente novamente para recoleta.
O paciente pode pedir para usar menos tubos?
O laboratório segue protocolos técnicos para garantir a qualidade da análise. Reduzir o número de tubos pode comprometer exames ou gerar necessidade de nova coleta.
Por isso, quando vários tubos são utilizados, geralmente isso ocorre para evitar erros e garantir resultados confiáveis.
FAQ
Coletar vários tubos é normal?
Sim. Cada tubo tem função específica.
Isso significa que vão tirar muito sangue?
Não necessariamente. Os volumes são pequenos.
Todos os exames usam o mesmo tipo de tubo?
Não. Cada exame precisa de condições específicas.
Se usar o tubo errado o exame pode dar errado?
Sim. O tipo de tubo influencia diretamente o resultado.
Finalizamos assim:
Quando o laboratório coleta mais de um tubo de sangue, isso não significa exagero nem desperdício. Na verdade, é parte fundamental do controle de qualidade das análises clínicas.
Cada tubo mantém a amostra nas condições ideais para determinados exames, evitando interferências e garantindo resultados confiáveis.
Entender esse processo ajuda a reduzir dúvidas e mostra como pequenos detalhes técnicos fazem grande diferença na segurança do diagnóstico.
Ariéu Azevedo Moraes
Biomédico | Especialista em Gestão Laboratorial
Fundador da Pipeta e Pesquisa
Referências
Simundic AM, Lippi G. Preanalytical phase – a continuous challenge for laboratory professionals. Biochem Med (Zagreb). 2012;22(2):145-159. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3900086/
Lippi G, Simundic AM. The preanalytical phase of laboratory testing: a major source of error in laboratory medicine. Biochem Med (Zagreb). 2012;22(2):145-159. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3900086/
World Health Organization. WHO guidelines on drawing blood: best practices in phlebotomy. Geneva: WHO; 2010. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK138650/
Deixe seu comentário












Confira nosso Canal!

Confira esses títulos abaixo:
Descubra como alimentos como ovos, chocolate, soja, glúten, chia e manteiga podem influenciar exames laboratoriais e o que a bioquímica clínica revela sobre essa relação.
A ciência genética está mudando a forma de entender alimentação, metabolismo e bem-estar. Descubra como testes de DNA revelam predisposições nutricionais e ajudam a personalizar sua saúde.
Leitura rápida: principais pontos deste artigo
Para quem prefere uma visualização direta, os cards resumem os conceitos centrais abordados ao longo do texto, facilitando a revisão e a compreensão rápida dos temas discutidos.
Informações sobre saúde e Análises Clínicas para todos.
© 2025. Todos o Direitos Reservados - Pipeta e Pesquisa
BRASIL
TRÊS LAGOAS - MS
79600-000
Agendar Exames
Instrumental Laboratorial
Logística Laboratorial
"A Pipeta e Pesquisa opera através de suas unidades estratégicas: Pipeta Store, especializada em suprimentos; Pipeta Tech, focada em inovação laboratorial; e o Blog da Pipeta e Pesquisa, nosso hub de inteligência e educação."
